"Com a guerra, a Europa desbaratou a sua fortuna, a sua força e a sua vida."
A. Demangeon, "O declínio da Europa" (1920)
Esta frase faz todo o sentido, uma vez que após ter acabado a 1ª Guerra Mundial, a Europa ficou totalmente devastada e endividada. No fundo, a Europa desperdiçou a sua fortuna em armas, tanques, aviões, mantimentos, tendo de pedir dinheiro emprestado aos EUA para enfrentar as elevadas despesas da guerra. Em consequência da 1ª Grande Guerra, a Europa teve também elevadas perdas materiais: povoações, campos, fábricas e vias de comunicação ficaram arrasados; os preços subiram; a dívida pública aumentou e aumentou também o desemprego. Assim, perdeu também a sua força, pois deixou de ter a hegemonia económica e política que tinha sobre o mundo antes desta guerra. Por fim, desbaratou a sua vida, pois neste conflito morreram milhões de soldados, muitos outros milhões ficaram inválidos e ainda mais de um milhão de pessoas morreram em epidemias. A mortalidade aumentou e a natalidade diminuiu drasticamente.
Com tudo isto, quem saiu beneficiado foram os Estados Unidos, que passaram a ser a 1ª potência mundial!
Com tudo isto, quem saiu beneficiado foram os Estados Unidos, que passaram a ser a 1ª potência mundial!
A Europa passou de credora a devedora dos EUA:
Como os EUA não foram atingidos pela guerra no seu território, tornaram-se os principais fornecedores da Europa exportando para esta matérias-primas, alimentos e armas e tornaram-se nos principais fornecedores do mundo acabando com a supremacia europeia. Para o pagamento das dívidas contraídas, parte do ouro europeu foi sendo transferido para os EUA e a Europa passou em relação aos EUA, de credora a devedora. O seu crescimento económico ficou a dever-se ao grande aumento da produção, impulsionada pelo desenvolvimento técnico, pelo aparecimento de novas fontes de energia, pela concentração das empresas ou monopólios os quais controlavam a produção, o preço e os mercados e pelos novos métodos de produção e organização do trabalho com a racionalização do trabalho defendida por Taylor em que cada operário desempenhava apenas uma simples tarefa (Taylorismo), originando, assim, o trabalho em cadeia. Henry Ford aplicou este modelo de organização do trabalho na sua fábrica de produção automóvel (fordismo) pondo em prática a produção em série através da uniformização de modelos (estandardização).
A nova organização do trabalho baixou o tempo de fabrico e, por isso, o custo de produção.
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